Design Emocional: O que é e como essa estratégia pode ser utilizada?


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A criação de uma identidade visual é um processo importante para diversos negócios, pois tem como objetivo chamar atenção do público. Nesse sentido, os investimentos em um Design Emocional, por exemplo, é um jeito de se aproximar dos usuários proporcionando uma experiência única e mais direcionada, evocando sensações.


As emoções têm um papel importante na vida das pessoas e na maneira como elas compreendem o mundo.


Objetos bonitos e agradáveis esteticamente, por exemplo, conseguem criar a sensação de eficiência e encantamento, graças ao forte apelo de organização e atraindo o interessante do olhar e do cérebro.


As pessoas constroem a afinidade com os objetos que consideram acolhedores e que correspondem a certas expectativas e padrões de convivência. Isso acontece justamente por conta da forte ligação emocional com os itens.


Deste modo, pensar na oferta de produtos, considerando embalagens bonitas, por exemplo, bem como campanhas visuais estrategicamente elaboradas pode ajudar os consumidores em suas necessidades de usabilidade e provocar uma decisão de compra mais ágil, criando até vínculo entre marca e público.


As marcas podem se aprofundar nos conhecimentos sobre design emocional para explorar os sentimentos e sensações, tendo esses aspectos como uma poderosa ferramenta aliada às campanhas, promovendo bons resultados.


O que é Design Emocional?


Design emocional é um conceito que estuda a estética dos objetos e como isso ajuda a determinar o nível de atratividade ou repulsa que o público sente com relação às mercadorias e campanhas.


No sentido comercial, o conceito está relacionado aos sentimentos e emoções que os produtos provocam.


Por se tratar de um conceito novo, sua usabilidade ainda está em desenvolvimento.


Contudo, sua finalidade é justificar as oportunidades que o design proporciona aos negócios, elaborando como a estratégia pode ser explorada corretamente para otimizar as ações da marca.


Há muitos exemplos em que o design é o aspecto que mais agrega valor aos produtos as mercadorias.


Isso não significa que um produto seja inferior ao outro quanto às funções, mas com o design emocional, ele pode envolver o público e proporcionar ótimas experiências, se destacando no mercado e atraindo mais atenção.


Afinal, não é incomum encontrar alguém que teve curiosidade em consumir determinado produto apenas pela forma como ele se apresentava, como um algodão doce maior e colorido, ou um perfume em embalagem de formato distinto.


O fator-chave é saber o que atrai seu potencial cliente e pensar quais são as sensações que você deseja provocar nos seu público com o produto ou campanhas.


O design emocional é muito explorado pelas empresas do segmento de tecnologia e serviços, mas pode ser adaptado para os mais diferentes setores, demandando criatividade.


Ou seja, nada impede que uma fábrica de corrimão de inox para escada, por exemplo, explore o conceito para melhorar as vendas.


Para isso, é necessário apenas compreender os desejos do público visado, identificando como provocar as sensações certas para converter vendas e divulgar os itens.


Como as decisões de compra são associadas às emoções?


Entender de que maneira as decisões de compra estão relacionadas com as emoções é um dos segredos para o sucesso durante a aplicação prática do design emocional nos seus negócios.


Pensar somente no custo-benefício não é o suficiente, embora este seja um fator muito importante.


Assim, é necessário considerar a solução e o impacto nos clientes.


As vantagens que os consumidores percebem nos produtos e serviços vão muito além e isso é um grande ponto positivo para as empresas, podendo ser trabalhados no design emocional para gerar mais valor aos produtos e serviços.


Muitas vezes, o sucesso está na elegância do produto, na excitação que ele provoca no momento do uso, memórias que resgata, felicidade e satisfação que conseguem causar e até nos reflexos que produz sobre a própria imagem do consumidor.


Essas sensações, umas mais presentes do que outras, conduzem as pessoas para uma decisão de compra, algo que muitas vezes é determinante para escolher sua marca em detrimento do concorrente.


Um exemplo é o consumidor que deseja comprar um carro e está em dúvida entre um modelo A ou a marca Y, mas acaba escolhendo o segundo depois de se encantar com uma cor diferenciada que vê.


Isto posto, o design emocional pode ser um grande diferencial competitivo e pode ser colocado em prática para a venda de produtos ou em serviços como a instalação de transformadores de tensão.


Mais ainda, pode ser usado como um fundamental aliada nas campanhas de marketing criadas, utilizando a criatividade no processo para evocar os sentimentos certos, como mais segurança ou realização pessoal.


Obviamente, envolve também processos psicológicos, sobressaindo a compra racional. Assim, ao invés de uma campanha de marketing para conduzir os usuários a compra de modo persuasivo, o próprio objeto, sozinho, consegue evocar um sentimento.


Considere uma visita a casas à venda. Nesse caso, o cheiro de comida recém saída do forno pode ser um fator determinante para trazer a sensação de conforto e lar, impactando na decisão de compra do imóvel. O design emocional funcionará da mesma maneira.


Surgimento do termo design emocional


O conceito de design emocional foi criado pelo professor de ciência cognitiva da Universidade da Califórnia Donald A. Norman, quando escreveu seu livro Emotional Design, publicado em 2003.


Donald Norman faz uma relação dos três níveis emocionais que um produto precisa atingir ou projetar para conquistar o sucesso no processo de venda.


O conceito é muito usado nas mercadorias, mas nada impede que seja aplicado nos serviços e para o relacionamento com o cliente.


Conforme o olhar e conceito aplicados, a beleza, diversão, força e outros sentimentos podem se refletir no design, deixando as pessoas mais satisfeitas e convencidas de comprar para resgatar essa sensação.