Como evitar perfuração lingual durante exodontias de molares inferiores
- 30 de jan.
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Aprenda como evitar perfuração lingual durante exodontias de molares inferiores com planejamento, técnica cirúrgica correta e protocolos seguros em Cirurgia Oral.

A perfuração da cortical lingual durante exodontias de molares inferiores é uma das intercorrências cirúrgicas mais temidas na rotina clínica.
Além do risco de hemorragia, há possibilidade de lesão de estruturas nobres, como nervo lingual, vasos sublinguais e espaços fasciais profundos.
O problema é que, na maioria dos casos, a perfuração não acontece por falta de força — mas por falha de planejamento, posicionamento e leitura anatômica.
Por que a região lingual é tão crítica?
A cortical lingual dos molares inferiores costuma ser mais fina e irregular do que a vestibular.
Em muitos pacientes, há concavidades acentuadas, principalmente na região de segundo e terceiro molares.
Além disso, a proximidade com o assoalho bucal torna qualquer desvio de força potencialmente perigoso.
Ignorar essa anatomia é o primeiro passo para a perfuração.
O erro começa antes da cirurgia
Grande parte das perfurações ocorre porque o cirurgião inicia a exodontia sem uma análise criteriosa da anatomia óssea.
Radiografias periapicais isoladas nem sempre revelam a espessura real da cortical lingual.
Quando há suspeita de raízes longas, divergentes ou proximidade com estruturas anatômicas importantes, a tomografia deve ser considerada.
Planejamento é prevenção.
Posicionamento e apoio inadequados favorecem o acidente
Um erro comum é posicionar elevadores com apoio excessivo na cortical lingual.
Forças mal direcionadas, associadas a alavancas longas, aumentam significativamente o risco de fratura ou perfuração.
O apoio deve ser sempre controlado, preferencialmente em áreas de osso mais espesso e com visão adequada do campo cirúrgico.
Força sem controle não é técnica.
Odontosecção: aliada, não inimiga
Tentar remover molares inferiores íntegros, especialmente multirradiculares, é um convite ao erro.
A odontosecção reduz drasticamente a necessidade de força e permite movimentos mais previsíveis.
Separar raízes, remover cúspides individualmente e respeitar o eixo de inserção de cada fragmento protege a cortical lingual.
Cirurgia moderna é cirurgia conservadora.
Atenção à posição do cirurgião e do paciente
A ergonomia influencia diretamente o controle do instrumento.
Posições inadequadas dificultam a visualização e favorecem movimentos erráticos.
A correta inclinação da cabeça do paciente e o posicionamento do operador permitem melhor leitura do campo e aplicação de forças mais seguras.
Quem enxerga melhor, erra menos.
Instrumental correto faz diferença
Elevadores inadequados para a anatomia do caso aumentam o risco de perfuração.
Instrumentos muito longos ou com pontas excessivamente finas exigem cuidado redobrado.
Em muitos casos, a escolha errada do instrumento é o fator decisivo para a intercorrência.
Técnica e instrumental caminham juntos.
O papel da capacitação em Cirurgia Oral
Evitar perfuração lingual não depende apenas de experiência empírica.
Depende de formação cirúrgica estruturada, com entendimento anatômico profundo, treinamento laboratorial e prática supervisionada.
Na Capacitação em Cirurgia Oral, o cirurgião-dentista aprende a identificar riscos, planejar corretamente e executar exodontias com segurança, mesmo em casos complexos.
Cirurgia não é improviso — é método.
A perfuração lingual durante exodontias de molares inferiores é evitável na maioria dos casos.
Planejamento adequado, leitura anatômica, controle de força, odontosecção e posicionamento correto são os pilares da prevenção.
Quanto maior o domínio técnico, menor o risco para o paciente — e maior a segurança do profissional.